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  • Foto do escritorCadu Lemos

Mundo V.U.C.A. e o que você tem a ver com isso

Entendemos que o que diferencia equipes com bom desempenho das equipes com desempenho excelente, é a atitude de identificar e enfrentar de maneira direta os problemas que não são verbalizados.

Autoconhecimento é uma viagem para dentro de si mesmo.

Vivemos há algum tempo no famoso mundo V.U.C.A. (sigla que em inglês, corresponde a Volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade).


Podemos afirmar sem medo de errar, que este é o novo ‘normal’ nas organizações, que atravessam um momento complexo de reestruturação, que envolve mudanças de modelos de gestão, impacto da tecnologia e a chegada de funções de inteligência artificial e robótica, reduções de quadro e, consequentemente, medos e incertezas para todos.


Neste momento, muitas organizações tem enfocado as decisões necessárias para implementar as mudanças em si, o que é importante e inevitável. Entretanto, quando se trata de redução de quadros e ajuste à eventuais crises, é fundamental desenvolver um olhar de apoio e fortalecimento daquelas equipes e pessoas que ficam.


Delas, dependerá a ressignificação adequada das mudanças atuais, convertendo o medo em união e espírito de equipe. Além disso, trabalhar com estas pessoas logo após as mudanças serem implementadas é um fator crítico para que se potencialize o lado positivo deste momento e se minimizem os problemas, alcançando resultados e sucesso mais rapidamente.


Nestes vinte anos de trabalho com equipes de alta performance, tivemos aqui no grupo que chamamos de “Corporação Tribal”, a experiência de desenvolver programas muito bem sucedidos para lidar com a nova cultura organizacional que vem surgindo. 


Há alguns anos, um de nossos clientes, uma multinacional do setor químico, havia acabado de passar por um grande “delayering”, ou redução de quadros. Algumas destas equipes tinham perdido mais de 50% das pessoas que lá trabalhavam e, em nossos workshops com os profissionais que foram mantidos, puderam rapidamente superar o momento de trauma e reiniciar uma nova vida saudável e produtiva.


Em nossa jornada com as diversas equipes do cliente, diversos trabalhos foram realizados ao longo de quase três anos, quando pudemos assessorar diferentes equipes sêniores da organização, na obtenção de patamares mais elevados de performance, por meio do autoconhecimento, da elevação do espírito de equipe e de novas práticas avançadas de gestão de pessoas, como a Inteligência Emocional e a Atenção Plena (Mindfulness).


Através de ‘off-sites’ e workshops aprofundados, customizados, com ênfase em autoconhecimento, superação do trauma remanescente, ressignificação e absorção positiva da mudança, renegociação de processos de relacionamento e comunicação e escolha de atitudes concretas e coerentes frente às mudanças presentes, os resultados positivos foram surgindo e se estabelecendo de forma natural.


Entendemos que o que diferencia equipes com bom desempenho das equipes com desempenho excelente, é a atitude de identificar e enfrentar de maneira direta os problemas que não são verbalizados.


A verdade é que pouquíssimas empresas fazem isto, por várias razões: acomodação; falta de coragem e ousadia; e desconhecimento de metodologias que asseguram ao mesmo tempo profundidade, controle do processo e respeito/proteção às pessoas em suas vulnerabilidades.


Para se gerar união e compromisso das pessoas de maneira verdadeira e sustentável, é preciso identificar as emoções não trabalhadas que impedem isto e que geram as atitudes negativas que todos conhecem.


Nessa abordagem, desenvolvemos um trabalho de expressão dos medos e incertezas com o momento vivido e com o futuro, de uma forma saudável e positiva e totalmente voltada à conversão destas emoções em novas formas produtivas de ação, frente às mudanças constantes.


A utilização de filmes, palestras específicas, teorias e abordagens de comunicação e um trabalho de autoconhecimento utilizando o Eneagrama como uma das ferramentas, contribuíram de forma decisiva para que as pessoas superassem o momento, oferecendo a proteção necessária para que as pessoas modificassem suas atitudes com coragem. 


Respeitando a linguagem e o ambiente corporativo, esta metodologia promove mudanças “de dentro para fora” (“self-assessment”) gerando aceitação, sinergia e cumplicidade entre as pessoas da equipe.



O Eneagrama e suas tríades (891 instinto - 234 emoção - 567 mente)

O Eneagrama é um sistema potente de auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal e profissional. Ele descreve em profundidade 9 tipos de personalidades e permite que executivos assumam e superem pontos frágeis ou de tensão. Além de identificar problemas, o Eneagrama aponta caminhos para resolvê-los, sempre balanceando profundidade e respeito às pessoas em sua abordagem.


Alguns de seus efeitos são: desenvolvimento gerencial e de liderança em níveis superiores, melhoria nas relações interpessoais e trabalho em equipe, reforço de comprometimento e produtividade, gestão de conflitos e facilitação de mudanças.


O Eneagrama pode ser utilizado de forma natural e inclusive, convivendo muito bem com tipologias amplamente utilizadas nas organizações como o MBTI por exemplo, mostrando que ao invés de nos rotular, ou nos colocar em 'caixinhas', a metodologia aponta que já estamos contidos ao longo de nossa vida, nestes padrões de comportamento, que são, entre outras coisas, mecanismos de defesa para lidarmos com os `perigos` da vida.



Os 9 C's das equipes de alta performance

Além do Eneagrama e outras ferramentas, com o objetivo de criar um entendimento de fases e momentos vividos e que por consequência pudessem se tornar um círculo virtuoso, desenvolvemos em 2004, uma metodologia de fácil absorção e prática, os 9 C’s das Equipes de Alta Performance, um conjunto de momentos sequenciais que ainda que não aprofundados (cada etapa faz parte de um treinamento/workshop específico), apenas o uso de suas fases em sequência, já permite observar mudanças no comportamento dos times:


Tudo começa com a comunicação


A comunicação, ou uma boa conversa, está na base de todas as relações — comerciais, familiares e comunitárias. Quando ela corre de maneira fluida, de cima para baixo, de baixo para cima, para os lados, cristalina, inteira, sem agenda oculta, conseguimos construir o segundo C, a confiança.

E confiança, como também já dissemos, é o fator mais importante para a saúde dos relacionamentos.


Se temos confiança no ambiente corporativo que nos cerca, estaremos dispostos a selar um compromisso com o outro, de maneira que estabeleçamos uma colaboração.


Em vez de competir, vamos colaborar. A competitividade interna, destruidora do espírito de equipe, é um mal que atinge praticamente todas as corporações da atualidade, talvez com honrosas exceções no mundo oriental, ou em formatos empresariais mais flexíveis que as novas tecnologias vêm possibilitando, nos quais os colaboradores são também acionistas.


Quando a idéia de colaboração prevalece, cada um se dispõe a entregar sua habilidade, sua competência, para a formação do todo. Evita-se, assim, a “puxada de tapete”, a popular bola nas costas, porque existe um compromisso para cooperar. E por que o profissional assume esse compromisso? Porque confia no colega, confia na empresa e confia em si mesmo.


Ora, se a comunicação flui, gerando confiança, e a confiança faz com que todos estejam dispostos a colaborar, temos todas as condições para a conquista. E, quando falamos em conquista, referimo-nos à consecução de objetivos não apenas do grupo, da empresa, mas também pessoais.


Afinal, se passamos 70 por cento de nossa vida adulta no trabalho, isso precisa de alguma maneira ser estimulante, ter significado, tem de valer a pena.


Os dois últimos C's perpassam toda a roda e complementam os quatro C’s fundamentais. São eles a celebração e o compartilhamento, elementos que nos remetem à nossa idéia inicial de uma corporação tribal.


Assim como a tribo festejava a entrada da estação com cantos e danças, celebre cada conquista da sua equipe. Não deixe bons momentos passarem em branco. Para termos real consciência da passagem do tempo e das mudanças que ela traz, precisamos marcar essa passagem, com alegria e respeito a cada etapa.


Da mesma maneira, compartilhe conhecimentos, como os decanos da tribo transmitiam às novas gerações sua sabedoria. Não seja mesquinho na hora de ensinar, nem tímido na hora de aprender. O conhecimento só vale a pena quando é compartilhado.


No centro de tudo isso, o eixo que faz a roda girar: Aquilo que só descobrimos depois que já passamos pelos outros C’s e os cultivamos (ou já começamos o processo conscientes). O propósito, a nossa causa, é a razão pela qual exercemos determinada profissão, trabalhamos em determinada empresa, estamos envolvidos em determinado projeto.


Conhecer esse ‘nono C’ nos abre as portas para novas atitudes e perspectivas. 


Um último C, que não é mostrado, mas sempre presente em nossa vida como necessidade, surge como fundamental. 

Para que tudo isso aconteça, é preciso que haja Coragem para dar o primeiro passo.

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