| A
reclamação é uma dádiva divina...
Esse
é um ditado oriental que tem sempre feito parte de
uma série de conversas minhas com meus amigos, clientes
e principalmente prestadores de maus serviços.
Vou explicar:
Toda a vez que um cliente reclama, é como se ele estivesse
dizendo: “Hei empresa! Eu AINDA gosto de você,
mas veja lá o que você vai fazer agora hein!?”
Se isso aconteceu, levante a mão para o céu,
pois do contrário você jamais ficaria sabendo
do problema, perderia o cliente e pior, perderia mais clientes
ainda, pois não conseguiria resolver o problema por
falta de informação.
Quem
nunca viveu situações como estas? Quem nunca
passou pelo vexame de ter que se explicar para o cliente que
tal problema nunca havia acontecido antes, é um fato
isolado e outras tantas “desculpas” que couberem
frente a tão inusitado fato...
Pois
é, coisas assim acontecem todos os dias em todas as
empresas, mesmo naquelas com certificados ISO 9000/9002, 14000
etc, pendurados na parede. Sabe por que? Por que as empresas
e suas diversas áreas são compostas por pessoas
e pessoas erram. Faz parte da natureza humana.
Não se iluda, o cliente é cada vez mais implacável
e exigente com relação aos erros e às
soluções destes erros, mas pior do que assumi-los
e resolvê-los (criando empatia com o cliente) é
ignora-los.
Recentemente
em matérias de capa, diversas revistas já dedicavam
um espaço importante para esta preocupação
com o cliente e como a criatividade de algumas empresas era
capaz de surpreender o cliente. Mas ser criativo e simpático
não é tudo. E os problemas como vão ser
resolvidos? Aliás, você sabe onde e quando eles
estão acontecendo?
Dados
de pesquisa confirmam que o cliente que teve seus problemas
resolvidos a contento pela empresa é significativamente
mais fiel do que o cliente que nunca enfrentou nenhuma dificuldade
com a empresa. Isso nos faz pensar em quantas vezes deixamos
escapar oportunidades de ouro nestes “momentos mágicos”
de contato com o cliente.
Como
é a qualidade do seu atendimento?
Os padrões estão sendo ou não cumpridos
pelos funcionários?
As diversas seções e áreas da sua empresa
agem da mesma forma, seguem a mesma orientação?
Existe treinamento? Ele é absorvido e praticado pela
equipe?
Como
avaliar tudo isso?
Existem
instrumentos muito apropriados para se medir e avaliar satisfação
de clientes, qual a expectativa deles com relação
a determinado serviço, qual a importância que
ele dá a esta ou aquela forma de agir, mas uma das
ferramentas mais interessantes e eficientes para se avaliar
exatamente como se deu o atendimento ou o processo de venda
no momento em que ele acontece, é o uso do Mystery
Shop®.
Com
o uso desta metodologia, a avaliação é
feita por “clientes misteriosos”, pessoas comuns
que assumem o papel de clientes e agem exatamente como em
uma situação real de consumo, buscando uma informação,
solicitando um serviço ou comprando um produto.
Este “cliente misterioso” observa e avalia a forma
como a venda é realizada e o atendimento oferecido
pela própria empresa e pelos seus concorrentes, tanto
pessoalmente, como através do “callcenter”
e mesmo da internet.
Se
tudo correu como planejado e transmitido via treinamento,
a seqüência natural deste trabalho é o reconhecimento
das atitudes positivas dos funcionários, através
de programas de motivação que visam premiar
e reforçar o hábito de se atender bem o cliente
e fazer com que ele continue voltando a comprar.
Um grande banco já se utiliza desta ferramenta para
premiar através de bônus, seus gerentes e equipes
de atendimento, além de destinar mais verba ao budget
das agências vencedoras.
Uma
das maiores companhias de petróleo do país avalia
o treinamento de seus frentistas e representantes através
dos olhos do cliente misterioso e recompensa as melhorias
de performance.
Um
fabricante de pneus destina verbas extras para seus revendedores
utilizarem nas suas reformas de fachada e instalações
(dentro do novo padrão) com base nos resultados do
Mystery Shop®, além de premiarem o pessoal de pátio
e loja.
Uma
importante rede de fast-food identificou através desta
técnica, um baixo índice de oferta de sobremesas
(venda sugestiva). Com o treinamento voltado para este foco
e uma campanha de premiação instantânea
(realizada pelo próprio cliente misterioso) como seqüência
natural do trabalho, teve aumento significativo nos resultados
de “cross-selling”.
Os
efeitos resultantes desta solução integrada
(diagnóstico via cliente misterioso, treinamento para
linha de frente e programas de motivação e reconhecimento)
são sentidos e refletidos das mais diversas formas:
Um gerente de banco ficou tomando conta do cachorrinho de
uma cliente fora da agência para que ela pudesse fazer
seus pagamentos (cães não entram em bancos...).
Uma
vendedora de cosméticos porta a porta, de consultora
virou amiga e comadre de uma cliente que não só
continuou comprando como recomendando para todos os amigos
os produtos e claro, a vendedora...
O
balconista de uma rede de fast-food ao ser visitado e bem
avaliado recebeu seu prêmio diante de uma entusiasmada
platéia de clientes que o aplaudiram e compartilharam
da alegria do momento.
O
ser humano é movido a reconhecimento. Mas ele só
pode acontecer se o mesmo ser humano estiver capacitado, preparado,
motivado e feliz para cumprir suas tarefas dentro dos padrões
da empresa, e não apenas isso, exceder as expectativas,
ir além, encantar o cliente como tanto tem se falado
por aí!
É
como Tom Peters, um dos gurus da administração
moderna afirma:
“O que é medido, é realizado”.
Ferramentas como as simulações de compras através
do cliente misterioso são o ponto de partida para a
avaliação e mensuração dos serviços,
a identificação de falhas e recomendação
de ações de melhoria que possam ser implementadas
nos processos de venda e atendimento.
Técnicas
como esta têm sido largamente utilizadas por diversas
empresas que buscam melhorar suas performances de atendimento
e venda. O Mystery Shop® faz parte hoje de uma série
de programas de qualidade, recursos humanos e marketing que
integradamente buscam uma solução prática
para a melhoria de sua prestação de serviços,
visando manter a fidelidade de seus clientes.
Estudos
recentes mostram que custa de 4 a 8 vezes mais caro a conquista
de um novo cliente do que a manutenção em carteira
de um cliente já conquistado. Calma! Isso não
significa que você vai parar de buscar novos clientes,
apenas cuide para que os atuais não resolvam ir embora!
Hoje,
mais importante do que os vendedores “caçadores”
são os “fazendeiros”, que cultivam um relacionamento
mais próximo e duradouro com seus clientes, entendendo
seus hábitos, desejos e necessidades e traduzindo tudo
isso em soluções para estes clientes.
Os
“fazendeiros” sabem há muito tempo que
para manter o cultivo de seus relacionamentos e a fidelidade
de seus clientes em alta, prestar atenção nas
reclamações dos clientes pode ser um ótimo
fertilizante.
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